Ceará em Alerta: Cogerh Corta Vazão do Castanhão, Ameaçando Produção Agrícola
Decisão da Cogerh impacta diretamente a fruticultura e polos de leite, enquanto o Castanhão opera com apenas 19% de sua capacidade em meio a avanços de obras hídricas.
A Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) anunciou um corte drástico de 5 m³/s na vazão liberada pelo açude Castanhão para a região do Baixo Jaguaribe, uma medida que acende o sinal de alerta para os setores agrícola e pecuário do estado. A decisão, revelada em reunião com empresários do agronegócio, ameaça diretamente os perímetros irrigados que sustentam a produção de frutas, hortaliças, soja, algodão e leite, gerando grande preocupação entre os produtores jaguaribanos.
Enquanto isso, os maiores açudes cearenses mostram sinais preocupantes: o Castanhão opera com apenas 19% de sua capacidade, acumulando 1,3 bilhão de m³. Embora a Funceme preveja boas chuvas para as próximas semanas, a incerteza sobre sua distribuição espacial mantém a apreensão. Em contraponto, o governo avança com obras hídricas essenciais, como o Cinturão das Águas, com 90,98% de conclusão, e a duplicação do Eixão das Águas, prevista para o final do ano, visando aumentar significativamente a capacidade de abastecimento do estado.
Apesar dos esforços, desafios persistem. Empresários criticam a Cagece pelo alto índice de desperdício de água em Fortaleza, estimado em 45%, e relatam dificuldades de fiscalização em áreas dominadas por facções. Além disso, denúncias de crime ambiental surgiram no Distrito Irrigado Apodi Jaguaribe, onde a produção ilegal de arroz por inundação, sem outorga da Cogerh, compromete ainda mais os já escassos recursos hídricos do Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste