refinarias da Petrobras começou a vigorar hoje, pouco mais de um mês depois do
último reajuste, de 5,4%, anunciado no final de janeiro.
Desta vez, no entanto, o aumento não foi estendido à gasolina, que em 30 de
janeiro havia aumentado 6,6%. Este é o quarto aumento do diesel desde junho do
ano passado.
O preço do diesel, sobre o qual incide o reajuste anunciado pela Petrobras, não
inclui os tributos federais Cide e PIS/Cofins e o tributo estadual ICMS. Em
nota, a companhia informou que aumento foi definido “levando em
consideração a política de preços, que busca alinhar o preço dos derivados aos
valores praticados no mercado internacional em uma perspectiva de médio e longo
prazo”.
A notícia do reajuste foi vista com surpresa pelo mercado. “Não
esperávamos por isso agora”, resumiu, ontem, o presidente do Sindicato das
Distribuidoras de Combustíveis (Sindicom), Alísio Vaz.
Percentual indefinido
De acordo com o presidente do Sindicato dos Postos de Combustível do Ceará
(Sindipostos), Vilanildo Fernandes, o reajuste ainda não deverá ser sentido
hoje nos postos. Isso só deve ocorrer, destacou, quando houver a renovação do
estoque de diesel nos postos, o que deve acontecer “em dois a três
dias”.
Ainda segundo Fernandes, ainda não está definido se reajuste de 5% será
repassado inteiramente ao consumidor da Capital. O percentual de aumento do
preço do combustível nos postos, frisa, ainda será definido nos próximos dias.
Para o consultor Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE),
o reajuste “é uma boa notícia”, mas não zera a defasagem, que ele
calcula em 19% em relação aos preços internacionais do combustível. Ele
estranhou apenas a decisão num momento em que a inflação está em alta, mas
disse ter tido conhecimento de que o governo estuda zerar o PIS/Cofins cobrado
no produto, o que compensaria o reajuste.
“É uma notícia muito importante que vai reforçar muito o caixa da Petrobras”,
diz, lembrando que a importação de diesel no ano passado correspondeu a 19% do
consumo.
Neste ano, de acordo com o consultor, este porcentual deve subir para 24%, por
causa do aumento da safra agrícola. Para ele, o prejuízo com a compra externa
de diesel seria maior do que o da gasolina em 2013.
Fonte: Dn
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