O Sistema Único de Saúde registrou uma ampliação significativa no acesso à mamografia e aos procedimentos de tratamento do câncer de mama em todo o país. Em 2025, a rede pública executou 4,4 milhões de exames mamográficos, o que representou um crescimento de quase 30% em um intervalo de cinco anos. No mesmo período, foram contabilizadas 63,6 mil cirurgias relacionadas à doença, apontando um incremento de 13,7% em comparação com o ano de 2023. Entre os destaques do período, a realização de cirurgias de reconstrução mamária superou o total de mastectomias.

A orientação central para a população é procurar as Unidades Básicas de Saúde como principal porta de entrada para o acolhimento, a avaliação de alterações e o encaminhamento para serviços especializados. O atendimento inicial na rede básica permite identificar fatores de risco e programar exames preventivos. A faixa etária com direito ao rastreamento mamográfico de rotina sem sinais clínicos foi ampliada e agora abrange mulheres de 40 a 74 anos, enquanto anteriormente compreendia apenas o público de 50 a 69 anos. Mulheres de qualquer idade também podem realizar o exame quando houver indicação médica específica.

As estratégias de descentralização e aproximação dos serviços da população contam com as carretas da Saúde da Mulher, unidades móveis vinculadas ao programa Agora Tem Especialistas. Os veículos itinerantes oferecem exames de imagem, biópsias e consultas em regiões com maior dificuldade de acesso. Os atendimentos móveis já alcançaram mais de 189 mil mulheres em todas as unidades da Federação, permitindo que 53 municípios contemplados zerassem completamente as respectivas filas de espera pelo exame de mamografia.

Os investimentos federais em equipamentos para diagnóstico e tratamento oncológico somam R$ 409 milhões desde 2023, acompanhados pela atualização dos valores repassados por procedimentos especializados. Para agilizar a confirmação diagnóstica em casos suspeitos submetidos a biópsia, o Ministério da Saúde firmou parceria com o Instituto Nacional de Câncer e o A.C.Camargo Cancer Center para estruturar o Super Centro Brasil de Diagnóstico para o Câncer. A nova rede utiliza telemedicina na análise tecidual e projeta capacidade para mil laudos diários, com a meta de reduzir o tempo médio de diagnóstico de 25 para cinco dias.

O leque terapêutico disponibilizado pelo sistema público abrange intervenções cirúrgicas, sessões de radioterapia, tratamentos medicamentosos e a incorporação recente de novas tecnologias farmacêuticas e testes genéticos. O volume de procedimentos radioterápicos cresceu 15%, alcançando 189,9 mil atendimentos, enquanto a quimioterapia passou para 4,7 milhões de procedimentos. Na alta complexidade, o valor de referência pago pelo SUS por cada cirurgia de reconstrução mamária foi reajustado de R$ 700 para R$ 4,5 mil, viabilizando a realização de 19,4 mil reconstruções no último ano.