A base de apoio do presidente Lula no Ceará trabalha para ampliar a vantagem na campanha de segundo turno com a adesão de eleitores ausentes ou que optaram por anular o voto na primeira etapa do pleito. No estado, o candidato obteve 63,29% do apoio do eleitorado, somando 3.555.263 votos, enquanto o adversário Flávio Bolsonaro alcançou 1.756.850 votos. O cenário do primeiro domingo de outubro registrou ainda 103.295 votos brancos, 189.362 nulos e uma taxa de abstenção de 15,52% dos eleitores aptos.
A movimentação estratégica foi debatida em reunião no Palácio da Alvorada, em Brasília, com a presença de lideranças como o governador reeleito Elmano de Freitas, o senador Camilo Santana e os senadores eleitos Cid Gomes e Luizianne Lins. O grupo pretende intensificar a mobilização de prefeitos e parlamentares para convencer o eleitorado que deixou de comparecer às urnas ou anulou o voto, mirando uma margem mais ampla na região nordestina.
Para o deputado estadual e vice-presidente nacional do PT, De Assis Diniz, o foco central reside na redução das abstenções e na ampliação da vantagem no Nordeste. A campanha também planeja reforçar o diálogo com o eleitorado por meio de redes sociais e de um comparativo entre realizações de gestões federais anteriores.
O senador Cid Gomes destacou que o eleitorado de menor renda, residente fora dos grandes centros, representa o principal público potencial, mas é o mais suscetível a abstenções. Ele pontuou que o comparecimento às urnas cumpre papel prático relevante para beneficiários de programas sociais, servindo como comprovação de cadastro em substituição a deslocamentos a agências.
O plano de atuação para as próximas semanas inclui agendas de Lula na Região Nordeste e o fortalecimento da articulação política com partidos aliados. A coordenação da campanha busca consolidar o palanque estadual e intensificar o debate sobre políticas públicas e obras de infraestrutura executadas no estado.






