O grupo de deputados estaduais cearenses que se reunia nos últimos anos no chamado Café da Oposição passará por uma ampla renovação na Assembleia Legislativa do Ceará a partir de 2027. Com a derrota nas urnas de parlamentares que integravam o movimento e a chegada de novos nomes, a continuidade dos encontros enfrenta um momento de incerteza na Casa.
Dos deputados mais assíduos no movimento, parlamentares como Queiroz Filho, Cláudio Pinho, Felipe Mota, Sargento Reginauro, Antônio Henrique e Heitor Férrer, todos do PSDB, não conseguiram a reeleição. Outros nomes que participavam das reuniões, como Alcides Fernandes e Lucinildo Frota, ambos do PL, também ficaram sem mandato após concorrerem a outros cargos.
Ao longo dos últimos anos, o grupo teve um papel fundamental na composição da oposição e na montagem da chapa majoritária para enfrentar o governo estadual. Foi nesses encontros que o nome do ex-governador Ciro Gomes começou a ser ventilado como possibilidade para liderar a chapa tucana nas eleições.
Um dos articuladores do movimento, o deputado Felipe Mota avalia que o resultado das urnas exige uma reorganização interna e uma avaliação dos erros e acertos da campanha. Ele ressalta que a eleição modificou a disposição de forças políticas no Estado e cita a bancada do PL como fator central para a nova dinâmica.
Novos deputados eleitos pelo PL apontam que as definições sobre a organização do grupo passarão pelas lideranças de André Fernandes e Alcides Fernandes. Nomes recém-eleitos para a legislatura destacam que o comando da bancada e os rumos do bloco oposicionista serão alinhados com essas lideranças partidárias.
Entre os parlamentares que permanecerão na Assembleia Legislativa, a atuação de oposição deve ser mantida com o reforço de novos nomes. Deputadas reeleitas e recém-eleitas defenderam a união do bloco para fazer o contraponto à administração estadual na próxima legislatura.






