A oposição na Assembleia Legislativa do Ceará passou por uma reorganização partidária após a realização das eleições, mantendo o total de nove cadeiras voltadas a esse grupo político entre os 46 assentos do Legislativo estadual. O Partido Liberal ampliou a bancada de quatro para seis parlamentares, consolidando-se como o principal bloco de oposição ao segundo mandato do governador Elmano de Freitas. Dentre os nomes eleitos pela legenda, apenas Dra. Silvana permanece com mandato na Casa.

A nova bancada do Partido Liberal na Assembleia passa a contar também com Tancredo dos Santos, Bella Carmelo, Abreu Júnior, Dra. Mayra Pinheiro e Pastor Frota. Em contrapartida, o PSDB, partido de Ciro Gomes, registrou redução na representação e viu o número de cadeiras cair de cinco para três. Apenas a deputada Emilia Pessoa conseguiu a reeleição, sendo acompanhada pelos novos colegas de partido Felipe Vasques e Davi Benevides.

O desempenho tucano foi afetado mesmo após a chegada de novos nomes à legenda durante a janela partidária anterior ao pleito. Parlamentares como Antônio Henrique, Claudio Pinho, Felipe Mota, Heitor Férrer, Queiroz Filho e Sargento Reginauro migraram para a sigla, mas nenhum deles obteve êxito na tentativa de recondução aos cargos na Assembleia Legislativa.

Por outro lado, a federação União Progressista, integrada por União Brasil e Progressistas, apoia a base governista na Casa. O ex-presidente da instituição, Zezinho Albuquerque, foi reeleito pelo Progressistas e integrará a base ao lado dos estreantes Moses Filho e James Bel, ambos do União Brasil.

Com a configuração partidária resultante do pleito e uma base ampla e diversa formada na Assembleia Legislativa, a gestão estadual reeleita no primeiro turno deverá contar com apoio consolidado para a tramitação e aprovação de projetos ao longo do novo mandato.