O candidato Flávio Bolsonaro registrou um desempenho superior no Nordeste durante o primeiro turno em comparação ao obtido por seu pai, Jair Bolsonaro, nas duas eleições presidenciais anteriores. Flávio obteve um total de 10,398 milhões de votos na região tradicionalmente associada ao eleitorado petista. O número representa 1,6 milhão de votos a mais do que o registrado em 2022, quando o pai alcançou 8,7 milhões, configurando um crescimento de 18,34% em relação ao pleito passado.
Em uma perspectiva histórica desde 2018, o crescimento da direita na região é ainda mais expressivo. Naquele ano, Jair Bolsonaro recebeu 7,4 milhões de votos nordestinos, o que significa que Flávio obteve quase 3 milhões de votos a mais no pleito atual. Esse avanço representa uma variação positiva de 39,52% no intervalo de oito anos na região.
Apesar do avanço do bolsonarismo, o crescimento registrado não alcançou a magnitude histórica do Partido dos Trabalhadores no mesmo contexto regional. Em 2018, o candidato Fernando Haddad somou 14,5 milhões de votos no Nordeste. Na eleição seguinte, em 2022, Lula registrou um salto para 21,7 milhões de eleitores na mesma área geográfica.
Nesta eleição, a liderança histórica do PT no Nordeste foi mantida, embora tenha ocorrido uma retração no volume total de votos do partido. Lula obteve 21,4 milhões de sufrágios na região, o que representa a perda de cerca de 258 mil eleitores em comparação com o pleito anterior. O recuo equivale a uma baixa de aproximadamente 1,3% no desempenho do petista na área.
Entre os nove estados nordestinos, o Ceará destacou-se por registrar o maior aumento percentual de eleitores dos candidatos da família Bolsonaro entre 2018 e 2026. No período, o eleitorado bolsonarista no estado cresceu 65,57%. O Maranhão ocupou a segunda posição no avanço regional, com alta de 51,56% em relação ao ano de estreia da candidatura paterna.
A lista de estados com maior crescimento do bolsonarismo continua com o Piauí, registrando 49,02%, seguido pela Bahia com 41,59%, Alagoas com 39,25%, Sergipe com 34,65% e Rio Grande do Norte com 33,07%. As menores taxas de expansão da direita na região ocorreram na Paraíba, com 22,67%, e em Pernambuco, com 20,31%.
Em relação aos votos destinados a Lula, o ex-presidente registrou queda de eleitores em seis dos nove estados nordestinos na comparação com 2022. As reduções ocorreram na Bahia, com recuo de 3,55%; no Rio Grande do Norte, com 2,07%; no Maranhão, com 1,43%; na Paraíba, com 0,88%; no Ceará, com 0,65%; e em Pernambuco, com 0,12%.
Por outro lado, o atual presidente obteve alta nos estados de Alagoas, onde cresceu 2,19%; no Piauí, com alta de 0,38%; e em Sergipe, com avanço de 3,29%. A maior vantagem percentual de Lula sobre Flávio ocorreu no Piauí, onde o petista somou 70,99% dos votos válidos, seguido pela Bahia, com 66,17%.
O desempenho menos expressivo de Lula no Nordeste ocorreu em Alagoas, onde o candidato venceu com 54,73% dos votos, seguido pelo Rio Grande do Norte, com 59,75%. Nos demais estados nordestinos, o chefe do Executivo federal superou a marca de 60% dos votos válidos.






