O funcionamento das agências da Caixa Econômica Federal passou a adotar o modelo parcial desde a última segunda-feira. A mudança ocorre em cumprimento a uma determinação expedida pelo Tribunal Superior do Trabalho na última sexta-feira. Os empregados do banco público encontram-se em greve de âmbito nacional desde o dia 10 de setembro.

A medida estipulada pela corte trabalhista estabelece que um contingente mínimo de 60% dos trabalhadores retorne às atividades. De acordo com o entendimento do tribunal, o efetivo obrigatório pode atuar tanto de maneira presencial quanto por meio de regime remoto nas unidades de atendimento.

Na fundamentação da decisão, o ministro Mauricio Godinho Delgado apontou a urgência em garantir a continuidade de serviços essenciais à população. Entre as demandas prioritárias citadas está a liberação e o pagamento de diferentes benefícios sociais administrados pela instituição financeira federal.

A determinação judicial também fixou penalidades pecuniárias em caso de desrespeito às regras estabelecidas. Há previsão de aplicação de multa diária estipulada em R$ 100 mil direcionada às entidades sindicais que representam a categoria profissional.

A implementação do atendimento parcial, contudo, não representa o encerramento oficial da paralisação dos empregados. Um novo julgamento voltado a avaliar o término definitivo do movimento paredista foi agendado para esta terça-feira.

Diante do cenário de atendimento restrito nas agências físicas, a instituição orienta os clientes a priorizarem canais alternativos de atendimento. Operações e transações financeiras podem ser realizadas por meio das plataformas digitais e dos terminais de autoatendimento.

A recomendação da administração do banco é que os usuários verifiquem previamente a real disponibilidade dos serviços antes de se dirigirem aos locais de atendimento, com o objetivo de evitar eventuais transtornos operacionais.

A paralisação da categoria teve início após a rejeição da primeira proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho apresentada pela instituição. A Comissão Executiva dos Empregados apontou que mais de 90% das bases sindicais recusaram os termos iniciais colocados em mesa.

Posteriormente, na segunda-feira subsequente, os trabalhadores voltaram a rejeitar uma nova investida do banco. A segunda proposta previa a ampliação do teto de participação patronal no custeio do plano de assistência médica da categoria a partir do ano de 2027, tema que figura entre as principais reivindicações do movimento.