A Perícia Forense do Ceará confirmou que a morte da universitária Isabelle Caracristi, de 22 anos, ocorreu por precipitação voluntária, com base em laudos técnicos e em imagens de câmera de segurança. A declaração foi feita pelo perito-geral da instituição durante coletiva de imprensa realizada no Centro Integrado de Segurança Pública, na capital cearense, detalhando o andamento das investigações conduzidas pelas autoridades estaduais.
Segundo o perito-geral, uma câmera localizada no hall da piscina do edifício captou o momento exato da queda do corpo. A investigação apontou ainda que o terraço de onde a vítima caiu não possuía grades de proteção, e que os peritos compareceram ao apartamento onde ela residia para realizar os levantamentos iniciais e a verificação da posição do corpo.
O chefe da Pefoce destacou que foram produzidos ao menos onze laudos técnicos em um intervalo de dez dias sobre o caso. As análises periciais calcularam a velocidade e o tempo da queda, além de descartarem oficialmente uma possível gravidez da universitária.
Presente na coletiva, o delegado-geral da Polícia Civil do Ceará afirmou que os trabalhos investigativos continuam para apurar o possível envolvimento do namorado da vítima nos crimes de induzir, instigar ou auxiliar o suicídio, violência psicológica no âmbito doméstico e obstrução de Justiça. O bacharel em Direito teve a prisão preventiva mantida pela Justiça cearense.
Até o momento, oito pessoas prestaram depoimento à polícia sobre o caso, e novas oitivas estão agendadas para os próximos dias. Aparelhos celulares, dispositivos eletrônicos e outras imagens de segurança seguem sob análise das equipes especializadas.
O caso é investigado de forma conjunta por delegacias especializadas e pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, sob a perspectiva de gênero. Novas diligências continuam sendo realizadas para esclarecer todas as circunstâncias que envolveram o falecimento da estudante na capital.






