Novos depoimentos colhidos pela Polícia Civil do Ceará apontam que João Munhoz Neto, namorado de Isabelle Caracristi, apresentava um perfil controlador e buscava isolar a jovem durante o relacionamento. As informações foram divulgadas em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira, detalhando o andamento das apurações conduzidas na capital cearense.
A Justiça Estadual manteve a prisão preventiva do bacharel em Direito em audiência de custódia realizada no mesmo dia. A medida cautelar foi adotada para preservar o andamento das investigações e diante da postura apontada como não colaborativa do investigado após os fatos ocorridos em 13 de setembro.
De acordo com o delegado-geral Márcio Gutierrez, os relatos coletados indicam condutas características de relacionamento abusivo, com restrições à liberdade de circulação e convivência da estudante. A polícia aponta que a jovem era limitada em suas ações cotidianas e no contato com pessoas próximas.
A investigação aponta que a morte da estudante, ocorrida na noite de 13 de setembro no bairro Aldeota, deu-se por precipitação voluntária a partir do rooftop de um prédio. A perícia criminal constatou lesões decorrentes do impacto com o solo, mas não encontrou sinais de violência sexual ou de luta corporal prévia.
Depoimentos também indicam que, no dia seguinte ao ocorrido, o investigado esteve no condomínio em busca do celular da vítima, momento em que o apartamento teria sido limpo e colocado à venda. Relatos apontam ainda que familiares da jovem foram proibidos de entrar no imóvel e que o suspeito deixou o local carregando malas.
A defesa de João Munhoz criticou a prisão preventiva, sustentando que ele havia se apresentado voluntariamente à delegacia acompanhado de advogada e entregue seus aparelhos eletrônicos. Os representantes legais afirmam que o cliente tem passado por momento de fragilidade emocional.
O caso segue sob sigilo de justiça determinado pelo Tribunal de Justiça do Ceará. A Polícia Civil continua analisando conversas, mídias e centenas de vídeos de câmeras de segurança do condomínio para esclarecer integralmente as circunstâncias do ocorrido.






