A professora universitária Isorlanda Caracristi afirmou que não vai parar até ter todas as respostas sobre a morte da filha, a estudante de Direito Isabelle Caracristi. A declaração foi feita por meio de redes sociais nesta terça-feira, após a mãe receber a certidão de óbito da jovem. Isabelle caiu do 23º andar do prédio onde o namorado, João Munhoz Neto, morava no bairro Aldeota, em Fortaleza.
A manifestação ocorreu um dia após a Polícia Civil efetuar a prisão preventiva do investigado. Segundo Isorlanda, o recebimento do documento substituiu a expectativa que tinha de ver a filha concluir a graduação. A professora destacou que o cumprimento da prisão marca o início oficial do processo de busca por justiça e pediu o apoio contínuo da população diante da longa e árdua investigação.
A prisão preventiva do namorado foi motivada, entre outros fatores, por indícios de supressão, ocultação ou destruição de provas, conforme apuração jornalística. A medida também considerou a desocupação do imóvel, a retirada de objetos e a dificuldade de localização dos investigados, além de possível induzimento ao suicídio. A defesa da família informou anteriormente que a ordem de prisão havia sido solicitada em razão de um contexto de violência psicológica grave.
Documentos exclusivos apontam que o investigado teria ordenado ao administrador do condomínio que impedisse a entrada de familiares da vítima no edifício. Cerca de uma hora antes de morrer, Isabelle enviou áudios a um parente atribuindo ao namorado a responsabilidade por qualquer acontecimento posterior. No mesmo dia da morte, funcionários relataram que o homem pediu ajuda para localizar o celular da estudante e que lixeiras das áreas comuns chegaram a ser reviradas.
A investigação policial já conta com depoimentos de sete pessoas e a produção de dez laudos periciais, enquanto novas oitivas e análises de dados continuam em andamento pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social. Mandados de busca e apreensão também foram cumpridos para recolher os aparelhos celulares do investigado e de sua mãe.






