Um caso de grave negligência infantil mobilizou autoridades e moradores na cidade de Port Richey, localizada no estado da Flórida, nos Estados Unidos. Uma menina de apenas seis meses de idade deu entrada em um hospital local apresentando um nível de álcool no sangue de 0,383%, marca considerada potencialmente fatal pelos padrões médicos. A intervenção rápida evitou um desfecho ainda mais trágico para a recém-nascida.

A descoberta da situação ocorreu graças ao irmão mais velho da bebê, um menino de sete anos. Ao retornar da escola no dia 8 de setembro, a criança encontrou os pais dormindo na sala da residência e decidiu verificar o berço portátil da irmã. Ao notar que a bebê estava desacordada, o garoto ligou imediatamente para o serviço de atendimento de emergência.

Os paramédicos que atenderam a ocorrência constataram que a recém-nascida ainda respirava, mas não apresentava qualquer reação aos estímulos. Diante da gravidade extrema do quadro clínico, a vítima foi transferida por meio de um helicóptero para um centro especializado em trauma infantil. No hospital, os exames confirmaram o diagnóstico de coma alcoólico profundo.

Especialistas médicos pontuam que taxas sanguíneas de álcool superiores a 0,30% indicam intoxicação severa, com risco iminente de morte decorrente de parada respiratória. Além da alta concentração da substância no organismo, os exames clínicos revelaram a presença de lesões e hematomas no abdômen, na cabeça e na coxa da menina, marcas consideradas altamente suspeitas pelas autoridades policiais.

Equipes médicas que acompanharam o caso informaram que a bebê permaneceu em estado crítico, porém estável, e que teria falecido caso o socorro demorasse mais alguns minutos. A atuação do irmão mais velho foi apontada como o fator decisivo para salvar a vida da criança.

Os pais da vítima, identificados como Jessie Waldroup, de 36 anos, e Desirae Uzunboylu, de 27 anos, prestaram depoimento à polícia e alegaram desconhecer como a filha ingeriu a substância alcoólica. A mãe afirmou que a família esteve na praia no dia anterior e sugeriu que alguém pudesse ter colocado vodca em uma garrafa de água utilizada posteriormente para o preparo da mamadeira. Um parente confirmou à investigação que guardava vodca em uma mochila durante o passeio.

O casal foi preso formalmente sob a acusação de negligência infantil grave com lesão corporal. Ambos pagaram fiança e respondem ao processo em liberdade, mas cumprem ordem judicial que proíbe qualquer tipo de aproximação da vítima. O pai da criança já possuía registros em tribunais norte-americanos por acusações anteriores envolvendo menores, as quais foram posteriormente modificadas para agressão qualificada em processos passados.