As Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) do estado de São Paulo registram, em média, 20 boletins de ocorrência por hora. O dado foi levantado pelo Sindicato dos Delegados de Polícia (Sindpesp) por meio da Lei de Accesso à Informação e compreende o período entre janeiro do ano passado e agosto deste ano.
No total, foram lavrados 183.904 boletins de ocorrência em todo o ano de 2025 e mais 118.012 nos primeiros oito meses de 2026. A soma de 301.916 registros policiais equivale a uma média de 20,7 ocorrências a cada 60 minutos nas unidades especializadas.
O sindicato também apurou que as delegacias instauraram 120.733 inquéritos no ano passado e outros 77.316 entre janeiro e agosto deste ano. O volume representa cerca de 13,5 inquéritos abertos por hora no período analisado.
As prisões em flagrante realizadas pelas DDMs totalizaram 17.137 ocorrências entre janeiro do ano passado e agosto deste ano, o que equivale a quase 1,2 prisão por hora. No mesmo intervalo, foram registradas outras 2.042 prisões de naturezas diversas.
O levantamento destaca ainda o volume de medidas protetivas conferidas pela Justiça após o trabalho das delegacias especializadas. Foram 95.798 medidas concedidas no ano passado e outras 36.702 nos primeiros oito meses deste ano, resultando em uma média de nove decisões por hora.
Apesar da alta demanda, o estado contava com 144 unidades físicas das DDMs até agosto deste ano, mas apenas 20 atuavam em regime de 24 horas. Esse total representa menos de 14% do conjunto de delegacias especializadas, sendo que as unidades de atendimento ininterrupto se concentram na capital.
Diante do cenário, o Sindpesp manifestou preocupação com propostas de expansão das unidades ininterruptas e cobrou melhores condições estruturais. A entidade defende que a abertura de novas delegacias venha acompanhada de valorização salarial, reforço no contingente e suporte à saúde dos policiais civis.






