A perícia oficial realizada no corpo da universitária Isabelle Caracristi, de 22 anos, descartou a existência de gravidez antes de seu falecimento. A informação foi divulgada pelas advogadas da família na noite desta segunda-feira, após uma série de oitivas realizadas no 2º Distrito Policial, localizado em Fortaleza. A apuração policial busca esclarecer todos os detalhes em torno da morte da estudante de Direito, ocorrida em um condomínio na capital cearense.
Entre as testemunhas ouvidas pelas autoridades policiais esteve a mãe da vítima, a professora Isorlanda Caracristi, cujo depoimento teve duração aproximada de quatro horas. Na saída da unidade policial, as advogadas Patrícia Viana e Adriana Alves conversaram com a imprensa e ressaltaram que ainda não existe confirmação oficial de suicídio. Conforme a defesa, as investigações e diligências seguem em andamento para apurar os fatos.
Durante os trabalhos conduzidos nesta segunda-feira, os investigadores também receberam áudios de conversas entre amigos e familiares da jovem. A Polícia Civil informou a intenção de ouvir um total de oito pessoas no âmbito do inquérito, sendo que quatro depoimentos já foram colhidos e os demais estão agendados.
Isabelle foi encontrada morta no último domingo, após cair do rooftop de um prédio situado no 23º andar de um condomínio na Aldeota. A Perícia Forense do Estado do Ceará constatou que o corpo apresentava lesões compatíveis com o impacto contra o solo. Imagens de câmeras de segurança analisadas pela polícia mostram a movimentação no edifício antes da queda.
As diligências continuam com análises de imagens e exames laboratoriais complementares realizados pela Perícia Forense. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social informou que os órgãos de segurança empregam esforços para esclarecer a dinâmica do caso, cuja conclusão dependerá da finalização de todos os trabalhos técnicos.






