O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registra 20.985 pedidos de registro de candidatura para as eleições deste ano, conforme dados atualizados até as 12h30 de um domingo. Do total de solicitações enviadas à Justiça Eleitoral, 19.942 já passaram por julgamento e 1.043 continuam em tramitação nos sistemas da Corte.

Entre as candidaturas que foram registradas inicialmente, 18.861 obtiveram o deferimento oficial. Por outro lado, 1.502 candidaturas de titulares constam atualmente como indeferidas, sendo que 1.007 aparecem ainda dentro do prazo recursal ou com recursos pendentes de análise.

No panorama partidário, a legenda Democrata concentra o maior número de registros indeferidos, somando 224 casos. O partido DC aparece logo em seguida com 223 ocorrências, enquanto o Mobiliza registra 188 impugnações em sua lista de candidatos.

Na sequência dos partidos com mais negativas estão o Agir, com 166 registros indeferidos, o PCO, com 88 casos, e o Avante, que contabiliza 76 rejeições. Os principais motivos que fundamentam os indeferimentos envolvem o descumprimento de requisitos formais previstos na Lei das Eleições, a ausência de condições de elegibilidade e o indeferimento do DRAP de partidos, federações ou coligações.

O sistema do TSE também contabiliza 703 renúncias formais, 140 candidaturas deferidas que estão em prazo recursal ou com recurso, além de 97 nomes pendentes de julgamento. O levantamento inclui ainda sete pedidos não conhecidos, quatro cancelamentos e um registro que aguarda julgamento definitivo.

Em termos de cargos disputados, os indeferimentos atingem diferentes esferas da disputa eleitoral. Entre os registros negados estão 30 para governador, 35 para senador, 601 para deputado federal, 716 para deputado estadual e 12 para deputado distrital, além de 25 para vice-governador e cotas de suplentes.

Um dos casos de maior repercussão envolveu a candidatura presidencial de Pablo Marçal pelo PRTB. O TSE rejeitou por unanimidade o registro devido ao descumprimento do requisito de filiação partidária e à situação de inelegibilidade, autorizando o partido a lançar Leonardo Avalanche como substituto.

O primeiro turno das eleições está agendado para o dia 4 de outubro, data em que os eleitores vão às urnas para escolher deputados federais, estaduais ou distritais, senadores, governadores e o presidente da República. Um eventual segundo turno para os cargos executivos foi marcado para 25 de outubro.