A morte da estudante de direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, ocorrida na área externa de um edifício residencial no bairro Aldeota, em Fortaleza, continua sob investigação pelas autoridades policiais. De acordo com informações repassadas pela advogada que acompanha a família, a jovem chegou ao Instituto Médico Legal sem documentos e sem que seu paradeiro fosse comunicado inicialmente aos familiares. O corpo foi encontrado durante a noite, momento em que nem o namorado da estudante nem a mãe dele estavam no apartamento onde residiam.
Imagens de câmeras de segurança obtidas durante a apuração indicam que os moradores do imóvel se ausentaram horas antes do fato e retornaram posteriormente ao prédio. Conforme o relato da defesa, mesmo após voltarem ao local, eles não teriam avisado a professora Isorlanda Caracristi sobre o falecimento da filha. A confirmação da morte só ocorreu no dia seguinte, quando parentes compareceram ao condomínio e questionaram a administração sobre o paradeiro da universitária.
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social informou que o laudo cadavérico apontou politraumatismo como a causa do óbito, com lesões compatíveis com impacto contra o solo, enquanto exames toxicológicos não detectaram substâncias de interesse. A conclusão sobre a causa, no entanto, ainda não esclarece a dinâmica da queda. As autoridades ressaltam que somente após a finalização de todas as diligências técnicas será possível estabelecer os fatos que influenciaram o caso.
As investigações avançaram com novas diligências que resultaram na localização da mãe do namorado da vítima na praia do Cumbuco, em Caucaia. Durante a ação policial, um mandado de busca e apreensão foi cumprido para recolher o celular e um tablet da mulher para perícia. O namorado da estudante, identificado como João Munhoz Neto, é considerado foragido pelas equipes policiais, embora as autoridades ainda não tenham confirmado se ele possui mandado de prisão em aberto ou se é formalmente tratado como suspeito.
A família da vítima tem relatado que a jovem vivia um relacionamento considerado abusivo e controlador. A mãe da estudante afirmou publicamente que o companheiro apresentava comportamentos obsessivos e que a jovem era monitorada de perto. Representantes legais da família reforçam que nenhum dos investigados realizou contato com os familiares ou com os advogados para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido desde o registro da ocorrência.






