Informações de um relatório da Polícia Federal (PF) divulgadas nesta terça-feira (1º) indicam que o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), possuía um segundo contrato no valor de até R$ 50 milhões com uma empresa ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro. Este acordo, firmado em maio de 2025, previa três anos de serviços jurídicos e foi realizado pela Viking Participações, representada por Vorcaro.

O relatório da PF, elaborado a partir da análise do celular de Vorcaro, cita um primeiro contrato anterior, no valor de cerca de R$ 131 milhões. Os valores totais previstos nos dois acordos poderiam somar R$ 158 milhões.

O documento também menciona uma proposta para que parte dos honorários, R$ 40 milhões, fosse paga através de participações em empresas ligadas a duas aeronaves. Os R$ 10 milhões restantes seriam para reembolso de despesas relacionadas aos aparelhos.

Mensagens recuperadas pela PF sugerem que as aeronaves já eram utilizadas por Viviane Barci de Moraes. No entanto, os documentos analisados pela investigação não comprovam a formalização da transferência definitiva das participações das empresas proprietárias das aeronaves.

A defesa de Viviane Barci de Moraes nega a existência do segundo contrato, afirmando que houve apenas uma proposta não aceita. O relatório da PF também expôs mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, nas quais o banqueiro questionava sobre o risco de ser detido e a possibilidade de deixar o país.

A PF não aponta que tais pedidos tenham sido atendidos pelo ministro.