Alerta sobre uso de "canetas emagrecedoras" em adolescentes
Sociedade Brasileira de Pediatria adverte sobre riscos de uso sem acompanhamento médico.
Reprodução/Divulgação
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) emitiu um alerta sobre o uso de medicamentos conhecidos como "canetas emagrecedoras" por crianças e adolescentes sem indicação e acompanhamento médico. A entidade adverte que o uso inadequado pode agravar efeitos adversos e causar consequências como déficit de crescimento, desidratação e perda de massa muscular.
A SBP ressalta que esses medicamentos, que tratam obesidade e diabetes tipo 2, não devem ser utilizados por adolescentes com peso adequado apenas para alterar a aparência. A prescrição exige avaliação médica rigorosa, considerando a resposta a tratamentos anteriores, a gravidade da doença e os riscos para o paciente.
A entidade sugere a substituição do termo "canetas emagrecedoras" por "medicamentos para tratar a obesidade", enfatizando que a obesidade é uma doença crônica e o tratamento visa melhorar a saúde. Efeitos colaterais comuns incluem náuseas e constipação, enquanto riscos graves como pancreatite e problemas na vesícula biliar podem ocorrer.
O uso estético pode desencadear transtornos alimentares e problemas de imagem corporal. A SBP também orienta contra o uso de produtos sem procedência ou registro sanitário.
A eficácia e segurança são comprovadas em adolescentes quando usados dentro de critérios estudados e com mudanças no estilo de vida. Contraindicações incluem hipersensibilidade, gestação, amamentação e histórico de certos tipos de câncer.
Pessoas com histórico de pancreatite necessitam de avaliação individualizada. O uso pediátrico deve ser criterioso, com acompanhamento profissional para evitar o uso indiscriminado.