O futebol cearense ganha novas regras para combater a 'cera', prática de retardar o jogo para ganhar tempo. A determinação é para que a bola role de forma imediata, coibindo a embromação e a falta de respeito ao torcedor.

As novas medidas beneficiam as equipes qualificadas, que terão mais tempo para impor sua superioridade em campo. As equipes menores são frequentemente associadas à artimanha de fazer cera, utilizando simulações e embustes para gastar o tempo.

Espera-se que os árbitros apliquem rigorosamente as punições previstas para os casos em que o tempo não for respeitado. A aplicação das novas disposições é crucial para evitar que jogadores tentem burlar as regras.

Uma lembrança histórica no futebol cearense é o goleiro Tarcísio Abelha, conhecido por sua habilidade em fazer cera nas décadas de 1970 e 1980. Estima-se que ele chegava a fazer até 15 minutos de cera em uma única partida, especializando-se em simulações de contusão para irritar os adversários.

Tarcísio Sales de Oliveira, nome de batismo de Tarcísio Abelha, atuou em clubes como Fortaleza, Tiradentes, Calouros do Ar e América. Sua carreira se estendeu de 1970 a 1987.

Ele faleceu em setembro de 2022. Com as novas regras, a ordem é o fim das simulações e da embromação, garantindo mais tempo de jogo para o torcedor.

A medida visa proporcionar um espetáculo mais justo e dinâmico, semelhante ao que ocorre no futsal e em outras modalidades esportivas onde o tempo é contado pela bola em movimento.