Ventanias afetam Sul e Sudeste do Brasil
Ciclone se afasta, mas ventos fortes e mar agitado persistem na região.
Reprodução/Divulgação
O ciclone-bomba que atingiu o Centro-Sul do Brasil já se afastou do continente, mas continua influenciando as condições atmosféricas no Sul e Sudeste. A combinação com uma frente fria mantém ventos fortes e o mar agitado na região.
O sistema foi marcado por rajadas superiores a 120 km/h, queda de árvores e estruturas, destelhamentos e interrupções de serviços no Sul do país. No Rio Grande do Sul, uma pessoa morreu e cinco ficaram feridas, com 114 municípios comunicando danos e 2.306 pessoas desalojadas.
O fenômeno se intensificou rapidamente entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul. A expressão “ciclone-bomba” é usada quando uma área de baixa pressão sofre uma queda rápida de pressão, aumentando a intensidade dos ventos.
Mesmo distante, o ciclone influencia a atmosfera próxima à costa devido à diferença de pressão entre o oceano e as áreas continentais. A atuação em conjunto com uma frente fria contribui para chuva forte, raios e ventos intensos.
O mar permanece agitado com ondas que podem atingir cerca de 2,5 metros no Sul e avançar para as costas de São Paulo e Rio de Janeiro. A tendência é de redução gradual dos ventos sobre o continente, mas a instabilidade atmosférica e marítima persiste.