Debate sobre uso da água no Ceará: fruticultura vs. grãos
Produtores de milho e capim defendem seu uso, enquanto fruticultura e carcinicultura reivindicam prioridade.
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Um debate acalorado sobre o uso da água no Ceará tem movimentado a comunidade agropecuária. A discussão gira em torno da irrigação para a produção de frutas e camarões em comparação com o cultivo de milho, sorgo e capim.
Dados apresentados indicam que a fruticultura e a carcinicultura geram mais renda e emprego com menor consumo de água, em contraste com os grãos e forragens. Produtores de milho, capim e sorgo, especialmente da região da Chapada do Apodi, em Limoeiro do Norte, argumentam que seus cultivos são essenciais para a alimentação do gado leiteiro durante o período de estiagem, garantindo a produção de proteína para o consumo infantil.
Eles defendem que o cultivo de milho, seja para semente ou silagem, é fundamental, especialmente quando os açudes estão cheios. A questão da outorga do uso da água pela Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh) é central.
Enquanto fruticultores e carcinicultores reivindicam prioridade em tempos de escassez, baseando-se na geração de emprego, os produtores de grãos e forragens defendem seu direito de continuar produzindo com base na necessidade do rebanho. A situação hídrica do estado é agravada pela interrupção do bombeamento de água do Projeto São Francisco para o açude Castanhão, que deve durar mais um ano.
A expectativa é que, com a instalação de novas bombas, a oferta de água aumente, permitindo atender às prioridades legais: abastecimento humano, dessedentação animal e atividade econômica. O setor agropecuário cearense tem demonstrado crescimento expressivo, impulsionado por investimentos em tecnologia e inovação.
O debate sobre o uso da água, no entanto, ressalta a importância de considerar todos os aspectos para um desenvolvimento sustentável e equitativo.