Milhares de imigrantes marroquinos cruzaram a fronteira com a Espanha, chegando à cidade de Ceuta. Nove pessoas foram encontradas mortas após tentarem nadar até o local.

Estima-se que entre 2.000 e 3.000 pessoas realizaram a travessia, somando-se a outros 1.500 que chegaram nos dias anteriores. A situação levou Madri a enviar o exército para garantir a segurança, declarando uma "emergência humanitária".

Vídeos divulgados nas redes sociais mostram pessoas gritando "Viva a Espanha" ao entrar no território. O governo espanhol definiu medidas com Rabat para devolver "o quanto antes" ao Marrocos todos os que entraram ilegalmente em Ceuta.

O chefe do Executivo, Pedro Sánchez, viajará à cidade acompanhado do ministro do Interior. O prefeito-presidente de Ceuta, Juan Vivas, alertou para a "situação de absoluta emergência humanitária e social", com centros de acolhimento colapsados.

A ocorrência gerou repercussão internacional, com a Itália sugerindo a suspensão do Marrocos do espaço Schengen e a oposição espanhola criticando a gestão da crise pelo governo.