Vacina experimental previne câncer de pâncreas
Imunizante direcionado a mutação genética mostra potencial em pacientes de alto risco
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Uma vacina experimental demonstrou pela primeira vez potencial para prevenir o desenvolvimento do câncer de pâncreas em pacientes considerados de alto risco. A pesquisa, publicada na revista Cancer Discovery, indica que o imunizante atua contra uma mutação do gene KRAS, um dos principais fatores genéticos da doença.
O estudo de fase 1, conduzido por pesquisadores dos Estados Unidos, avaliou a vacina mKRAS-VAX em 20 participantes com predisposição hereditária e lesões no pâncreas. Desses, 90% desenvolveram uma resposta imune significativa, com células T específicas para o gene KRAS mutante ativadas.
Após um acompanhamento médio de 16,5 meses, nenhum dos voluntários desenvolveu câncer ou lesão pancreática de alto risco. A vacina mostrou-se segura, com efeitos colaterais leves a moderados, como reações no local da injeção e sintomas gripais.
Uma análise exploratória também indicou regressão completa ou parcial de pequenos nódulos pancreáticos em alguns participantes. Os pesquisadores ressaltam que o estudo é inicial e focado na segurança e resposta imune, não na prevenção direta do câncer.
A amostra pequena e o tempo de acompanhamento exigem mais investigações. Resultados anteriores em pacientes com alto risco de recorrência do câncer, publicados em 2020, já haviam mostrado forte resposta imunológica.
A possibilidade de vacinar precocemente pessoas em risco é vista como uma oportunidade importante para evitar o desenvolvimento futuro da doença.