Justiça aceita denúncia contra trio por bomba à filha de presidente do Ceará
Três homens se tornam réus após envio de artefato explosivo disfarçado em presente para a jovem em Fortaleza.
Reprodução/Divulgação
A Justiça do Ceará aceitou a denúncia contra três homens acusados de enviar uma bomba à filha do presidente do Ceará Sporting Club. Com a decisão, André Luiz Level Barbosa da Silva, Kaio Fellype Rodrigues Isackson da Costa e Sérgio Tibúrcio dos Santos passam à condição de réus.
O ataque, que ocorreu em 25 de junho, envolveu um artefato explosivo disfarçado em uma caixa de chocolates entregue na escola da jovem em Fortaleza. O trio foi denunciado por associação criminosa para atos intimidatórios, expondo a perigo a vida, integridade física ou patrimônio, uso de artefato explosivo improvisado, supressão de sinal identificador de veículo automotor e ameaça.
O juiz da 10ª Vara Criminal da Comarca de Fortaleza intimou os acusados para responderem à acusação em até 10 dias. O Ministério Público afirmou que, devido à gravidade dos crimes, não é cabível a aplicação do Acordo de Não Persecução Penal.
A investigação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) indicou que a ação foi coordenada. Exames papiloscópicos em chocolates e no bilhete "FORA JP SAFADO" revelaram a impressão digital de Kaio Fellype.
Sérgio confessou sua participação, enquanto Kaio Fellype e Sérgio foram presos em flagrante, tendo suas prisões convertidas em preventiva. André, que se apresentou voluntariamente, está solto, mas o MP se posicionou pela decretação de sua prisão preventiva.
A defesa de Kaio Fellype Rodrigues Isackson da Costa declarou que diversos aspectos da investigação e dos atos pré-processuais serão analisados judicialmente, especialmente sobre a prisão e a legalidade dos procedimentos. A advogada Ana Paula Rocha expressou confiança de que o Poder Judiciário conduzirá o caso com independência e rigor técnico, assegurando os direitos e garantias fundamentais.
O presidente do time, João Paulo Silva, denunciou o ocorrido nas redes sociais e às autoridades, relatando que a filha teve ataque de pânico. Para a Polícia, a escolha de uma adolescente como alvo demonstra que a conduta criminosa extrapolou o âmbito da contestação esportiva, atingindo a esfera pessoal e a integridade física de um terceiro sem participação nos fatos.