Doação de órgãos: Brasil avança, mas desafios persistem
Programa público de transplantes enfrenta heterogeneidade e necessita de mais doadores.
Reprodução/Divulgação
O Brasil se destaca no cenário mundial com um dos maiores programas públicos de transplantes, majoritariamente financiado pelo SUS. Apesar do avanço, o sistema ainda enfrenta desafios significativos para garantir um atendimento equânime em todo o território nacional.
Segundo especialistas, a principal conquista é a política pública regulada, que assegura acesso universal com critérios técnicos. No entanto, a heterogeneidade institucional e geográfica impacta a eficiência do programa, com regiões apresentando dificuldades na notificação de doadores e logística.
Embora o país registre um número considerável de transplantes, especialmente em 2025, quando mais de 31 mil procedimentos foram realizados, a fila de espera ainda é extensa. Mais de 80 mil brasileiros aguardam por órgãos, sendo uma parcela significativa por rins, fígados e corações, além de córneas.
A jornada para quem espera por um transplante é marcada por intensas demandas físicas e emocionais. A equipe médica trabalha diligentemente para manter os pacientes em condições de receber um órgão, controlando diversas condições de saúde.
Os transplantes podem ser realizados por doadores falecidos, geralmente após diagnóstico de morte encefálica, ou por doadores vivos. No caso de doadores vivos, é possível doar um rim, parte do fígado ou pulmão, mediante rigorosa avaliação e, em alguns casos, autorização judicial.