Atividade afro-brasileira em escola de Fortaleza gera polêmica
Secretaria Municipal de Educação esclarece caráter educativo e institucional da apresentação em CEI.
Reprodução/Divulgação
Uma apresentação pedagógica sobre a cultura afro-brasileira em um Centro de Educação Infantil (CEI) no bairro Conjunto Palmeiras, em Fortaleza, gerou desdobramentos após intervenção policial. O vereador Lael Sena (PL) esteve na unidade e questionou a atividade, mencionando suposta "doutrinação religiosa".
A Secretaria Municipal de Educação (SME) esclareceu que a atividade possuía caráter estritamente educativo e institucional. A iniciativa faz parte das ações de implementação do Selo Escola Antirracista, promovido pela Prefeitura, com o objetivo de valorizar a diversidade étnico-racial e fortalecer práticas pedagógicas.
Em nota, a SME repudiou veementemente o racismo e a intolerância religiosa. A Secretaria informou que está adotando as medidas jurídicas e institucionais cabíveis diante de manifestações de desinformação e ataques discriminatórios.
A pasta reforçou que o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena é obrigatório no currículo escolar, conforme leis federais. A presença de referências culturais afro-brasileiras no ambiente escolar, quando com finalidade pedagógica, não configura prática religiosa.
A Secretaria Municipal de Educação destacou que o trabalho pedagógico busca promover o conhecimento, o respeito e a valorização das identidades afro-brasileiras, africanas e indígenas, além de combater o racismo e a discriminação.