Estudo propõe extensão de metrô, VLTs e BRTs na RMF até 2066
Pesquisa do BNDES prevê 121 km de novas malhas de transporte público, com investimento de R$ 21 bilhões e foco na redução de tempo de viagem e acidentes.
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Um estudo nacional de mobilidade urbana, desenvolvido pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), apresentou 11 projetos para a expansão do transporte público na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) até 2066. A proposta inclui a criação e requalificação de 121 km de infraestrutura, com novos trechos de metrô (Metrofor), Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e corredores de ônibus (BRT).
As intervenções visam reduzir em 22% o tempo de deslocamento no transporte público na capital cearense, o que seria a maior redução identificada no Brasil. Além disso, o estudo estima a prevenção de até 300 mortes no trânsito e a diminuição da emissão de gases poluentes.
O investimento total previsto é de R$ 21 bilhões, sendo R$ 5 bilhões para sistemas de BRTs elétricos e R$ 16 bilhões para a expansão de metrô e VLT. Atualmente, o Governo do Ceará e a Prefeitura de Fortaleza analisam a viabilidade econômica e estrutural das propostas em acordo de cooperação técnica com o BNDES.
Fortaleza e Caucaia são os municípios com as maiores propostas de intervenção. Na capital, as sugestões incluem a conclusão do trecho subterrâneo do metrô e a expansão da Linha Leste até o Papicu, além da criação de um VLT ligando o Conjunto Ceará à Parangaba.
Novos BRTs também são propostos em avenidas importantes da cidade. Para Caucaia, as previsões são de aumento da oferta de viagens na Linha Oeste do Metrofor e a criação de um BRT conectando o centro da cidade à avenida Mister Hull, em Fortaleza.
Outras cidades como Maracanaú, Pacatuba, Itaitinga e Eusébio também seriam beneficiadas. O estudo também aponta a importância da expansão para a segurança viária e o meio ambiente.
A adoção de ônibus elétricos e o aumento do uso de transporte público em detrimento de veículos particulares podem reduzir significativamente a emissão de gases de efeito estufa e o número de acidentes.