A Enel foi excluída da renovação antecipada de concessões de distribuição de energia elétrica firmada pelo Governo Federal. A decisão afeta as operações da empresa nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará.

A empresa enfrenta processos administrativos e denúncias de má prestação de serviços. O acordo firmado prevê a renovação de 14 concessões, com contrapartida de R$ 130 bilhões em investimentos privados até 2030.

A Enel já havia ficado de fora de uma etapa anterior de renovações, devido a pendências junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). No Ceará, a distribuidora acumula desgastes políticos e reclamações.

A empresa foi alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa. Há constantes queixas sobre oscilação e interrupções no fornecimento de energia em diversas regiões do estado.

O Governo Federal busca com a medida preparar o sistema elétrico para a transição energética e as mudanças climáticas. A iniciativa abrange 13 estados e cerca de 41,8 milhões de famílias.

Em cerimônia de assinatura, o Presidente Lula criticou a atuação da empresa, afirmando que ela não cumpriu o prometido em reuniões anteriores. "A verdade nua e crua é que essa empresa não cumpriu nada do que prometeu para mim e para a primeira-ministra da Itália.

Nada", declarou.