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Lula e Trump discutem comércio e segurança em Washington

Encontro de três horas na Casa Branca contou com ministros de ambos os países. Brasil e EUA buscam ampliar cooperação em áreas como combate ao crime e minerais críticos.

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Por Redação MQ
Lula e Trump discutem comércio e segurança em Washington
Reprodução/Divulgação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou a Casa Branca nesta quinta-feira (7) após uma reunião de aproximadamente três horas com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O encontro, que incluiu um almoço, contou com a participação de ministros de ambas as nações. Inicialmente prevista para ocorrer na Sala Oval, a coletiva de imprensa conjunta foi alterada, e o líder brasileiro deverá falar com jornalistas na embaixada do Brasil em Washington ainda nesta tarde. Em suas redes sociais, Trump destacou que a conversa abordou "muitos tópicos", incluindo questões comerciais e tarifárias, classificando a reunião como "muito produtiva". Representantes dos dois países já possuem reuniões agendadas para discutir pontos específicos nos próximos meses. O encontro, previamente negociado pelas equipes diplomáticas, teve como foco o comércio, o combate ao crime organizado, além de questões geopolíticas e de minerais críticos. Em abril, Brasil e Estados Unidos anunciaram um acordo de cooperação mútua para combater o tráfico internacional de armas e drogas, prevendo o compartilhamento de informações para agilizar investigações. Na comitiva brasileira estavam presentes os ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira; da Justiça e Segurança Pública, Wellington César; da Fazenda, Dario Durigan; do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa; de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A relação comercial entre Brasil e Estados Unidos tem sido marcada por tensões desde 2025, principalmente devido à política tarifária adotada pelos EUA. Medidas como a imposição de tarifas sobre aço e alumínio e tarifas adicionais sobre outros produtos brasileiros foram respondidas pelo Brasil com ações diplomáticas e na Organização Mundial do Comércio (OMC), além do fortalecimento de instrumentos de reciprocidade. Houve um recuo parcial dos EUA no fim de 2025 e início de 2026, com a substituição de algumas tarifas por uma taxa temporária global de cerca de 10%, embora setores como aço e alumínio ainda enfrentem taxas elevadas.

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