Câmara de Fortaleza pede suspensão de show de Amado Batista por denúncias graves
A Comissão de Direitos Humanos da CMFor solicitou à Prefeitura o cancelamento da apresentação do cantor nas festividades de 300 anos, citando acusações de trabalho análogo à escravidão. A defesa do artista contesta as informações.
A Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Câmara Municipal de Fortaleza pediu a suspensão do show de Amado Batista nas celebrações dos 300 anos da capital cearense. O pedido vem à tona por graves denúncias de trabalho análogo à escravidão associadas ao nome do artista, gerando um debate sobre a participação de figuras públicas em eventos financiados.
A vereadora Adriana Gerônimo, presidente da comissão, formalizou o pedido à Secretaria Municipal do Turismo (Setfor), questionando a adequação da contratação do artista para o evento público. O documento ressalta que o nome de Amado Batista foi ligado a autuações recentes por trabalho análogo à escravidão. Em resposta, a defesa do cantor divulgou nota oficial, classificando as informações como “falsas e inverídicas” e esclarecendo que o caso se refere a uma fiscalização de 2024 em uma fazenda arrendada, onde irregularidades pontuais com terceirizados foram resolvidas via Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT).
A parlamentar também solicitou que a Prefeitura de Fortaleza preste esclarecimentos públicos sobre os critérios de contratação do artista. O objetivo é garantir a transparência e reforçar o compromisso com a defesa dos direitos humanos, independentemente da manutenção ou cancelamento da apresentação. A equipe jurídica do cantor, por sua vez, afirma estar tomando as medidas administrativas necessárias para o encerramento dos procedimentos de autuação.
Fonte: Ceará Agora