Caso Master: Toffoli admite sociedade em resort, mas nega pagamentos de Daniel Vorcaro
Ministro do STF esclarece venda de participação em resort pela sua empresa familiar para fundos ligados a investigado, após relatório da PF levantar suspeitas em inquérito Master.
A polêmica envolvendo o ministro Dias Toffoli, relator de um inquérito crucial sobre fraudes financeiras no Banco Master, ganha novos contornos com a divulgação de sua manifestação sobre a venda de uma participação em resort pela sua empresa familiar. A Polícia Federal entregou um relatório ao STF que aponta a menção ao ministro em conversas do principal investigado, Daniel Vorcaro, acendendo o debate sobre a lisura do processo.
Em nota oficial, o gabinete do ministro explicou que Toffoli é sócio de uma empresa familiar, a Maridt, que vendeu sua participação no resort Tayaya para fundos ligados ao Banco Master em duas etapas, nos anos de 2021 e 2025. A defesa enfatiza que todas as transações foram devidamente declaradas à Receita Federal e que a Maridt já não possuía ligação com o resort quando o inquérito do Banco Master chegou ao seu gabinete em novembro do ano anterior. O ministro também negou qualquer relação de amizade ou recebimento de valores de Daniel Vorcaro.
O relatório da Polícia Federal, entregue ao presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, levanta questões sobre a imparcialidade do relator no caso, citando conversas entre Vorcaro e seu cunhado que fariam menção a Toffoli e ao resort. Este desdobramento se soma a outras controvérsias anteriores que já haviam questionado a condução do inquérito pelo ministro, mantendo o caso sob intensa observação pública e jurídica.
Fonte: CN7