China Amplia Produção de Mísseis em Grande Escala, Aponta Análise
Novos dados revelam expansão significativa de instalações ligadas à capacidade militar do país.
Desde 2020, a China tem expandido massivamente suas instalações relacionadas à produção de mísseis, um movimento que reforça sua capacidade de atuação militar e sua posição na região, segundo uma nova análise da CNN. Mais de 60% das 136 instalações ligadas à produção de mísseis ou à força de foguetes das Forças Armadas da China apresentaram sinais de expansão em imagens de satélite. Essas áreas, que incluem fábricas, centros de pesquisa e testes, cresceram em mais de 2 milhões de metros quadrados de área construída entre o início de 2020 e o final de 2025.
O esforço chinês visa desenvolver mísseis novos e mais sofisticados, com diversas instalações de produção substituindo vilarejos e terras agrícolas rapidamente. O líder chinês Xi Jinping tem direcionado bilhões de dólares para modernizar o Exército de Libertação Popular (ELP), incluindo o fortalecimento da Força de Foguetes, que supervisiona o arsenal nuclear e balístico. Especialistas indicam que esses projéteis seriam fundamentais em uma possível ação chinesa para assumir o controle de Taiwan, com o objetivo de manter as forças navais dos EUA a distância em caso de um possível conflito. A análise da CNN identificou 99 locais de fabricação de mísseis, com 65 deles expandidos, e 37 bases da Força de Foguetes, das quais 22 foram ampliadas nos últimos cinco anos.
O Pentágono estimou em dezembro de 2024 que a força de foguetes da China havia aumentado seu fornecimento em 50% nos quatro anos anteriores. Este aumento na produção de mísseis chineses ocorre em um período de investimentos significativos dos EUA em sistemas de defesa em outros locais. A China também aprovou um aumento de 7,2% em seu orçamento de defesa, elevando o gasto total para aproximadamente US$ 245 bilhões, marcando o quarto ano consecutivo de crescimento superior a 7%. A expansão da produção de mísseis chineses teria quase dobrado sua taxa nos dois anos após o início do conflito na Ucrânia, demonstrando a atenção de Pequim aos aprendizados desse confronto.