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Unidades de saúde de 49 cidades serão contempladas com o Mais Médicos. O número de profissionais, porém, ainda corresponde a 13,3% da demanda (Foto: Diário do Nordeste) |
Neste fim de semana, 111 profissionais inscritos no programa
Mais Médicos devem desembarcar em Fortaleza e, posteriormente, seguir
para 49 municípios. Serão 106 brasileiros e cinco com registro
profissional fora do País, número que ainda corresponde a 13,3% da
demanda atendida no Estado. A Capital receberá 26 médicos.
O
Ministério da Saúde não sabe informar se os cinco profissionais com
registro no exterior são estrangeiros ou não. Com relação aos 400
cubanos que chegam ao País neste fim de semana para serem alocados em
municípios que não foram escolhidos por nenhum dos profissionais
aprovados na primeira fase do programa federal, a Pasta também não sabe
dizer quantos devem ficar no Ceará.
No que se refere
aos investimentos em infraestrutura, o balanço da primeira fase do Mais
Médicos no Estado mostra que estão sendo gastos R$ 237,5 milhões, sendo
R$ 140 milhões relativos a obras em 966 unidades básicas de saúde; R$
12,5 milhões para a compra de equipamentos para 244 unidades; R$ 56
milhões para a construção de 35 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs); e
R$ 29 milhões para a reforma e construção de 46 hospitais. A
expectativa é que, no primeiro momento, cerca de 100 mil famílias
cearenses sejam beneficiadas.
Auxílio
Os
médicos vão receber uma bolsa-formação de R$ 10 mil por mês, valor a
ser pago pelo Ministério da Saúde. Para os que atuarem na Amazônia e em
fronteiras, haverá uma ajuda de custo de R$ 30 mil. Nas regiões
Nordeste, Centro-Oeste e no Vale do Jequitinhonha (MG), o valor é R$20
mil. Já nas capitais e regiões metropolitanas, os profissionais recebem
R$10 mil.
Além disso, cada município tem que
garantir aos médicos: moradia (disponibilizando imóvel ou ajuda de
custo); alimentação (disponibilizando refeitório ou ajuda de custo); e
transporte (para as áreas de difícil acesso).
A
questão da moradia, cuja responsabilidade será dos gestores municipais, é
o que mais preocupa, conforme afirma o secretário de Gestão Estratégica
do Ministério da Saúde, Odorico Monteiro. “As prefeituras precisam
negociar com os médicos para saber se vão alugar um imóvel ou fornecer o
dinheiro. É preciso haver cumplicidade e bom senso na negociação, senão
teremos mais problemas do que vamos ter normalmente”, diz Odorico, que,
ontem, apresentou o programa a prefeitos e secretários de saúde, no
Banco do Brasil.
De 26 de agosto a 13 de setembro,
já começam os curso de acolhimento dos médicos, com duração de 120
horas. No caso do Estado, o treinamento será feito pela Escola de Saúde
Pública do Ceará e pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Ao fim do
curso, eles saberão se podem atuar nas unidades de saúde, a partir do
dia 16 de setembro.
No que diz respeito aos
profissionais estrangeiros, Odorico deixa bem claro. “Quem não conseguir
se comunicar em língua portuguesa e não tiver capacidade para fazer uma
anamnese ou escrever uma receita em português volta”, destaca,
lembrando que o Ceará foi o estado que mais conseguiu captar médicos
brasileiros. Por isso, a probabilidade de problema em relação ao idioma é
menor.
Adesões
No Brasil,
segundo dados do Ministério da Saúde, 3.511 municípios aderiram à
primeira fase do Mais Médicos, sendo solicitadas 15.460 vagas. Ao todo,
1.387 médicos homologaram participação para atuar em 579 cidades, o
equivalente a 16% dos municípios inscritos.
Os
médicos se concentram, inicialmente, em oito capitais: Porto Alegre, São
Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife e
Fortaleza.
SAIBA MAIS
Calendário do programa
24 a 25 de agosto
Médicos estrangeiros desembarcam no Brasil
26 de agosto a 13 de setembro
Curso de acolhimento dos médicos
16 de setembro
Início das atividades nas unidades básicas de saúde nas cidades
Fonte: Diário do Nordeste
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