Chegou o dia da decisão final para o comando do país nos próximos quatro anos. Neste domingo, cerca de 158,7 milhões de eleitores e eleitoras em todo o território nacional retornam aos locais de votação para participar do segundo turno das eleições presidenciais. No Ceará, o total de eleitores aptos a votar chega a 6,9 milhões de pessoas.

A disputa decisiva coloca frente a frente o senador Flávio Bolsonaro, candidato pelo PL, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, que busca a recondução ao cargo. O vencedor do pleito assumirá o mandato a partir de 1º de janeiro de 2027, administrando o país até o final de 2030 em áreas estratégicas como economia, emprego, saúde, educação e segurança.

O cenário da reta final foi marcado por intensa polarização e movimentações até os momentos derradeiros da campanha. Dados divulgados na noite de sábado por institutos de pesquisa mostravam Flávio com 51% dos votos válidos contra 49% de Lula, refletindo uma margem apertada e empate técnico na véspera da votação.

A campanha petista concentrou esforços nas últimas horas em apelos voltados à defesa da democracia, ao diálogo institucional e à continuidade de programas voltados para as faixas de menor renda. Aliados de Lula enfatizaram a preservação de iniciativas de transferência de renda, valorização do salário mínimo e proteção social.

Do lado opositor, a estratégia de Flávio Bolsonaro consistiu em capitalizar a vantagem numérica obtida desde o primeiro turno. O candidato do PL apostou em propostas de corte de impostos, redução de juros, encolhimento do tamanho do estado e consolidação de apoios políticos de lideranças adversárias.

Após semanas de debates acalorados, embates judiciais, carreatas e forte presença nas redes sociais, o encerramento da campanha deu lugar à expectativa nos colégios eleitorais. A palavra final cabe agora aos eleitores, que definem entre dois projetos políticos distintos o futuro da administração federal.