Três homens apontados como envolvidos na perda da vida do proprietário de um clube de festas em Parambu receberam condenações judiciais que ultrapassam 60 anos de reclusão no total. A sentença foi proferida pelo Conselho de Sentença da Primeira Vara Criminal da Comarca de Tauá durante julgamento realizado nesta quarta-feira.

O crime ocorreu em nove de fevereiro deste ano no interior do estabelecimento comercial da vítima, identificada como Lindomar Alves Bahia, de 53 anos. O comerciante foi atingido por quatro disparos de arma de fogo dentro do próprio local de trabalho, conforme os registros oficiais do caso.

Ação criminosa e diligências policiais foram impulsionadas por imagens de câmeras de segurança instaladas no estabelecimento. Os registros audiovisuais auxiliaram os órgãos de segurança na identificação dos suspeitos que participaram da ação violenta no município cearense.

Investigações conduzidas pelas autoridades policiais apontaram que a motivação estaria ligada a uma retaliação decorrente da perda da vida de um membro da facção criminosa à qual os réus pertencem. O objetivo seria pressionar um grupo rival pelo controle territorial da região onde funcionava o clube.

Durante o julgamento, o colegiado acolheu as teses de crime qualificado por motivo torpe e pelo uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. As penas individualizadas refletem o grau de participação de cada um dos réus no episódio investigado.

Douglas Rian de Sousa Lopes, apontado pelas investigações como o executor do comerciante, recebeu a maior pena, fixada em 25 anos de reclusão. Os demais envolvidos, Antônio Arlei Soares e João Marcos Araújo Lacerda Vieira, foram responsabilizados pelo apoio prestado ao ato ilícito.

Ambos os coautores foram sentenciados a cumprir 19 anos e três meses de reclusão, cada um, conforme a decisão da Justiça estadual. Os condenados permanecem à disposição do sistema penitenciário para o cumprimento das penas impostas pelo tribunal.