Especialistas da Organização das Nações Unidas manifestaram preocupação com possíveis diferenças no tratamento de conteúdos políticos nas plataformas da Meta, responsável pelo Instagram, Facebook e WhatsApp, durante o período eleitoral brasileiro. Em documento divulgado, os relatores afirmaram que relatos de restrições desiguais podem afetar a liberdade de expressão e comprometer a igualdade entre as candidaturas.

Entre os episódios mencionados no documento estão interrupções temporárias em contas de campanha, redução no alcance de publicações políticas e diferenças na distribuição de conteúdos. Os especialistas solicitaram que a empresa avalie seus sistemas de moderação, recomendação e inteligência artificial para verificar se houve restrições desproporcionais a um dos candidatos.

A situação ocorre em meio a questionamentos levados ao Tribunal Superior Eleitoral sobre o funcionamento das plataformas durante a disputa. A Justiça Eleitoral já determinou que a empresa adote medidas para garantir tratamento igualitário às candidaturas e solicitou informações detalhadas sobre a distribuição de publicações e anúncios políticos.

Em resposta às manifestações, a Meta negou favorecer qualquer posicionamento político. A companhia afirmou que os usuários podem se expressar livremente em seus aplicativos e que eventuais falhas técnicas não representam direcionamento político.

Por fim, a empresa declarou que cumpre rigorosamente a legislação eleitoral brasileira e que realiza a correção de problemas operacionais sempre que eles são identificados.