O julgamento de Tiago Lourenço de Sá de Lima, apontado como um dos participantes do duplo homicídio contra integrantes da cúpula de uma facção criminosa no Ceará, foi adiado. A sessão que definiria o desdobramento judicial para o réu estava agendada para ocorrer no Fórum Clóvis Beviláqua, em Fortaleza, mas a ausência de sua representação jurídica inviabilizou a realização dos trabalhos.
A defesa do acusado apresentou um atestado médico na véspera da sessão, solicitando o afastamento da profissional por um período de noventa dias. Diante do documento apresentado e dos sucessivos pedidos anteriores de adiamento, o Ministério Público do Ceará já trabalhava com a expectativa de que a advogada não comparecesse ao ato processual.
O Colegiado da 6ª Vara do Júri determinou a remarcação da sessão para os dias 15, 16 e 17 de dezembro. Na mesma decisão, o réu foi intimado a constituir um novo advogado para sua defesa, sob pena de vir a ser representado pela Defensoria Pública do Estado caso não apresente um novo representante legal a tempo.
O processo em questão apura as mortes de Rogério Jeremias de Simone, conhecido como Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Souza, o Paca, ocorridas em fevereiro de 2018 em uma reserva indígena situada no município de Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza. Conforme as investigações conduzidas ao longo dos anos, as vítimas foram atingidas por disparos de arma de fogo após desembarcarem de um helicóptero.
As autoridades apontam que o crime foi motivado por desavenças internas decorrentes de supostos desvios de recursos financeiros da própria organização criminosa. O andamento processual acumula milhares de páginas e sofreu desmembramentos para assegurar maior celeridade ao julgamento dos dez denunciados pelo caso.






