A emergência psiquiátrica do Hospital Infantil Sopai, localizada no bairro Carlito Pamplona, em Fortaleza, suspendeu a admissão de novos pacientes devido a uma paralisação parcial conduzida pelo corpo médico. A decisão foi formalizada durante uma Assembleia Geral Extraordinária realizada pela categoria para reivindicar a regularização de pagamentos atrasados e melhores condições estruturais. Além da remuneração pendente, os profissionais apontam sobrecarga no setor de urgência, insuficiência de pessoal e fragilidade na segurança do ambiente laboral.
De acordo com o Sindicato dos Médicos do Ceará, a direção do hospital foi devidamente notificada sobre o movimento paredista e recebeu um prazo de 72 horas para atender às demandas. A unidade abriga o único serviço de emergência psiquiátrica infantojuvenil no estado, dispondo de 25 leitos que operam com lotação máxima. Representantes da categoria informaram que o setor contava com dezenove pacientes internados e enfrentava a demanda iminente por novas internações.
As reivindicações centrais dos profissionais incluem a quitação dos valores referentes ao mês de julho, além de cobranças que envolvem remunerações de agosto e setembro. A categoria também exige a presença de pelo menos mais um médico por turno no atendimento de urgência pelo Sistema Único de Saúde e a designação permanente de agentes de segurança na triagem e no pronto atendimento.
Em nota oficial, o Hospital Infantil Filantrópico Sopai classificou a pendência financeira como uma situação excepcional e afirmou estar mobilizando esforços para a regularização dos valores. A instituição atribuiu os desafios econômicos à realidade enfrentada por hospitais filantrópicos de grande porte voltados à pediatria no país, destacando que mantém o diálogo aberto com as equipes e que o setor de psiquiatria infantojuvenil segue em funcionamento.
Apesar da suspensão de novas entradas, os pacientes que já se encontram internados continuam recebendo assistência médica normalmente na unidade. Contudo, restrições adicionais foram adotadas pelos profissionais, limitando o atendimento de urgência a casos classificados com maior gravidade ou que apresentem quadro de desconforto respiratório.






