Uma família registrou denúncia formal apontando que policiais militares praticaram atos de tortura contra um jovem de 18 anos no município de Capistrano, localizado no interior do Ceará. A ocorrência foi registrada em um sábado, durante uma abordagem realizada na residência da vítima, situada na zona rural do município. Os órgãos de controle do estado, incluindo a Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário e a Polícia Militar do Ceará, informaram que apuram a conduta dos agentes envolvidos.
De acordo com os relatos formalizados nos boletins de ocorrência, os policiais ingressaram no imóvel sem a apresentação de mandado de prisão ou de busca e apreensão. Os familiares apontam que a abordagem ocorreu no período da tarde, enquanto o grupo reunia-se para a comemoração de um aniversário. Nos documentos entregues à Polícia Civil e à Controladoria, a defesa e os parentes detalham que foram empregados instrumentos como um martelo, uma faca, um cabo de vassoura e um saco plástico durante as agressões.
A família apresentou registros em vídeo que evidenciam lesões corporais na vítima após a ação policial. A motivação para a invasão estaria ligada à busca por informações sobre um indivíduo apontado pelas autoridades como integrante de uma facção criminosa, embora os moradores tenham afirmado que o jovem não mantém qualquer vínculo com o suspeito procurado.
Os registros apontam ainda antecedentes de ações semelhantes na mesma residência em meses anteriores. Parentes relataram que militares já haviam entrado no local em junho, questionando sobre materiais ilícitos e danificando aparelhos de comunicação, além de novas invasões registradas no mês de outubro em endereços de familiares da vítima.
Em nota oficial, a Polícia Militar do Ceará pontuou que vai instaurar uma investigação preliminar para esclarecer os fatos relatados, mantendo o procedimento em paralelo à apuração conduzida pela Controladoria Geral de Disciplina. A corporação destacou que adota o rigor legal e não compactua com práticas ilícitas por parte de seus integrantes.
Por sua vez, a defesa constituída pela família informou que adota todas as providências jurídicas cabíveis para garantir a responsabilização nas esferas criminal, civil e administrativa. Os representantes legais reforçaram que a vítima manifesta temor constante por sua segurança e integridade diante das ameaças relatadas nos boletins de ocorrência.






