A Justiça Eleitoral transferiu o local de votação de 4.352 seções eleitorais em todo o Brasil para o segundo turno das eleições de 2026, marcado para o domingo, 25 de outubro. O total representa 0,87% das quase 500 mil seções instaladas no País. Por causa das alterações, os eleitores devem consultar novamente onde devem votar, mesmo que tenham comparecido ao mesmo endereço durante o primeiro turno.

Segundo informações divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral, as modificações foram motivadas por diferentes situações emergenciais. Entre os principais motivos estão eventos climáticos intensos, chuvas fortes, reformas estruturais, problemas de acessibilidade nos prédios e falta de energia elétrica, fatores que comprometeram as condições adequadas de funcionamento dos locais.

Para evitar riscos aos eleitores e mesários, a Justiça Eleitoral realizou a transferência preventiva das seções afetadas para imóveis próximos considerados mais seguros. Dados do tribunal apontam que as mudanças atingiram principalmente estados com grandes colégios eleitorais, registrando o maior volume de alterações em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia.

O tribunal esclarece que a transferência de endereços não representa diminuição na quantidade total de seções eleitorais nem significa prejuízo automático aos votantes. A medida tem como objetivo principal assegurar infraestrutura adequada e segurança para a realização do pleito, que ocorrerá das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.

A definição dos novos locais não é feita diretamente pelo Tribunal Superior Eleitoral, ficando sob a responsabilidade de cada zona eleitoral. Cabe aos cartórios locais avaliar as condições dos prédios disponíveis e a infraestrutura dos municípios antes de determinar eventuais mudanças de endereço entre os turnos de votação.

Os eleitores podem verificar o local atualizado por meio do aplicativo e-Título ou do serviço de Autoatendimento Eleitoral, disponível no portal do TSE. A recomendação dos órgãos eleitorais é realizar a consulta antecipadamente, evitando transtornos no dia da votação, já que o endereço inicial pode ter sofrido alterações excepcionais.

Para monitorar riscos relacionados a condições meteorológicas adversas, o tribunal instituiu uma sala nacional de situação em conjunto com órgãos de meteorologia, monitoramento de desastres, Defesa Civil e Forças Armadas. A estrutura acompanha tempestades e outros fenômenos que possam afetar os locais de votação ou as rotas de deslocamento da população.