O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante sabatina da TV Globo realizada nesta quinta-feira, que não tinha conhecimento de que o Bolsa Família ainda não havia recebido reajuste em seu terceiro mandato. Candidato à reeleição, o chefe do Executivo declarou que a situação era impensável e que buscou esclarecimentos sobre os motivos de a decisão não ter sido tomada anteriormente.
Segundo o presidente, ao constatar que havia margem no orçamento, ele próprio determinou a alteração nos valores repassados aos beneficiários. O reajuste foi anunciado oficialmente em 17 de setembro, elevando o piso do programa social de R$ 600 para R$ 691 mensais.
O novo valor começou a ser repassado aos beneficiários no mês de outubro. Projeções divulgadas pelo governo indicam que a medida gera um impacto financeiro estimado em R$ 5,8 bilhões para o ano em curso e de aproximadamente R$ 22 bilhões previstos para 2027.
Anteriormente, em entrevista concedida ao Flow Podcast em 1º de outubro, o presidente já havia rejeitado a hipótese de que a alteração no benefício possuísse motivação eleitoral. Na ocasião, o anúncio ocorreu três semanas antes do primeiro turno das eleições.
Durante aquela entrevista, o chefe do Executivo relatou ter cobrado esclarecimentos da equipe econômica diante da ausência de recomposição nos últimos quatro anos. Ele argumentou que a medida representou a reposição da inflação acumulada e não um aumento real nos repasses.
O presidente ressaltou que a decisão foi tomada com base na disponibilidade de recursos no orçamento federal. Conforme a declaração, a gestão optou por efetuar o repasse por entender que o cenário fiscal permitia a reposição inflacionária para a população atendida pelo programa.






