As forças de segurança do Ceará alcançaram a marca de 18.493 aparelhos telefônicos recuperados por meio do programa Meu Celular, iniciativa voltada para combater a criminalidade patrimonial no estado. A entrega de um novo lote com 1.568 unidades foi iniciada nesta sexta-feira, dia 16 de outubro de 2026, nas dependências do Centro Integrado de Segurança Pública, localizado em Fortaleza.
Durante a solenidade de entrega, o governador Elmano de Freitas apontou que a ferramenta constitui uma das principais frentes de atuação para diminuir subtrações e coibir a circulação e a comercialização de mercadorias de origem ilícita. A estratégia busca desestimular o mercado clandestino de revenda e proteger o patrimônio da população cearense.
O secretário da Segurança Pública e Defesa Social, Roberto Sá, pontuou que os índices alcançados pelo programa acompanham uma tendência de queda nos crimes patrimoniais e contra a vida no estado, amparando-se em levantamentos divulgados pelo Ministério da Justiça e da Segurança Pública.
Implementado no ano de 2024, o programa Meu Celular une recursos tecnológicos ao trabalho ostensivo e investigativo das polícias Civil e Militar para rastrear dispositivos com restrição de circulação. O delegado-geral da Polícia Civil, Márcio Gutiérrez, enfatizou a relevância do registro formal e do cadastramento prévio por parte dos donos para viabilizar a localização dos bens.
Para integrar a base de dados, o cidadão precisa realizar um cadastro no portal oficial do programa na internet, preenchendo informações pessoais e especificações do equipamento, como marca, modelo, número de IMEI e, se possível, a nota fiscal.
Em situações de subtração ou perda, o usuário tem a prerrogativa de acionar um sinal de restrição diretamente na plataforma digital. O aviso conta com uma fase inicial pré-ativada por 72 horas, identificada pela coloração laranja, que evolui para o status vermelho após a formalização do boletim de ocorrência com o respectivo IMEI.
Durante as diligências nas ruas, os agentes da Polícia Militar utilizam um aplicativo próprio nas viaturas para verificar em tempo real se há restrições vinculadas aos dispositivos averiguados. Caso seja constatado o alerta ativo, o bem é recolhido e encaminhado à Polícia Civil para os procedimentos cabíveis, que podem abranger autuações, apreensões ou lavraturas de termos circunstanciados conforme a ocorrência.






