O plano de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresenta diretrizes para a economia e o trabalho que envolvem a manutenção do arcabouço fiscal, o apoio aos pequenos negócios, a valorização do salário mínimo e o fim da escala 6x1, prevendo a redução da jornada sem prejuízo aos salários. O documento detalha estratégias para o controle das contas públicas, a reforma tributária e a atuação dos bancos estatais no financiamento do desenvolvimento nacional. As propostas foram divulgadas pelo material de campanha e orientam as prioridades para a gestão fiscal e produtiva do país.

No campo fiscal, o programa associa o equilíbrio das contas públicas ao crescimento econômico, ao controle das despesas e à melhoria da qualidade dos gastos estatais. O texto aponta a manutenção do novo arcabouço fiscal como ferramenta para conter despesas sem prejudicar políticas sociais e reduzir o déficit primário. Além disso, o documento propõe a participação social no orçamento federal, discussões sobre o modelo de emendas parlamentares e investimentos em ferramentas de transparência na administração pública.

Em relação aos tributos, o plano prevê a consolidação da reforma tributária com a regulamentação do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional para reduzir desigualdades sociais e regionais. O texto também menciona a utilização do Imposto Seletivo para desestimular produtos nocivos à saúde e a readequação do marco legal voltado à descarbonização. As medidas tributárias buscam simplificar o ambiente de negócios e assegurar tratamento justo para diferentes setores produtivos.

O empreendedorismo ganha destaque com propostas voltadas a micro e pequenas empresas, incluindo ampliação de crédito, assistência técnica, digitalização e participação em compras públicas. O programa estabelece compromissos específicos para incentivar negócios liderados por mulheres, jovens e empreendedores culturais. A difusão da inteligência artificial no setor produtivo e o fortalecimento de cooperativas também constam entre as iniciativas previstas para impulsionar a produtividade.

Para o mercado financeiro e a relação com o setor privado, o plano propõe estimular investimentos produtivos combinando recursos públicos e privados e desenvolvendo o mercado de capitais. A redução sustentada dos juros aparece vinculada à manutenção da inflação controlada e à responsabilidade fiscal. O texto ainda aborda a atuação de estatais e bancos públicos, prevendo a continuidade de concessões de infraestrutura e a ampliação de investimentos por parte de empresas como Petrobras e Embrapa.