O Ceará foi selecionado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública para testar o primeiro laboratório de inteligência penal do Brasil. Para viabilizar a implementação do projeto piloto, o Estado receberá um aporte financeiro federal de R$ 23 milhões até o final deste ano.
Os recursos serão aplicados na aquisição de equipamentos tecnológicos voltados para o suporte da polícia penal. Pelo menos nove unidades prisionais no território cearense passarão a operar com padrão de segurança máxima a partir dessas melhorias.
A iniciativa conta com o amparo da Lei Antifacção, promulgada neste ano. O objetivo principal da aplicação dos recursos é identificar comunicações ilícitas, localizar dispositivos eletrônicos proibidos e detectar riscos estruturais nos prédios.
Entre os materiais repassados estão drones equipados com sensores térmicos para monitoramento noturno e de calor corporal, com capacidade de alcance em grande altitude. O pacote tecnológico também inclui georadares para detecção de túneis e aparelhos de varredura eletrônica.
O anúncio oficial da chegada dos equipamentos ocorreu na sede da Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização do Ceará, em Fortaleza. O evento contou com a presença de autoridades estaduais e representantes do governo federal.
O titular da Secretaria Nacional de Políticas Penais destacou a importância de manter um sistema prisional rígido para impedir que as unidades funcionem como base de comandos ilícitos. A gestão estadual optou por não detalhar quais unidades receberão os aparelhos, citando questões estratégicas de segurança.






