O senador cearense Camilo Santana, coordenador político da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno, afirmou nesta sexta-feira que o corte de gastos proposto pelo senador Flávio Bolsonaro seria equivalente ao adotado na Argentina. A declaração ocorreu durante apontamentos sobre os rumos econômicos discutidos na corrida eleitoral.
Camilo questionou o destino dos recursos diante de uma redução estimada em aproximadamente duzentos bilhões de reais. Segundo o parlamentar, as medidas poderiam atingir diretamente áreas essenciais e programas voltados ao suporte social da população.
O porta-voz da campanha petista mencionou ações de gestões anteriores ao argumentar sobre os possíveis impactos de propostas opositoras. Ele citou iniciativas nas áreas de saúde, alimentação escolar e valorização do salário mínimo como alvos potenciais de restrições orçamentárias.
Em contraponto às propostas do adversário, o senador destacou a diretriz do atual governo na distribuição de receitas e no tratamento fiscal. Ele apontou a intenção de manter a isenção do imposto de renda para trabalhadores com menores rendimentos.
Além da articulação política no segundo turno, Camilo assumiu recentemente a função de porta-voz oficial da candidatura de Lula. Com a nova atribuição, o parlamentar passará a conceder entrevistas em nome do candidato à reeleição, enquanto o chefe do Executivo concentra esforços em agendas públicas e na ampliação da presença digital.






