O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão do canal de WhatsApp "Exército do Lula". A medida foi adotada após solicitação apresentada pelo presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), que acionou a Corte na reta final da campanha eleitoral de 2026.
A determinação judicial estabelece que a Meta cumpra a suspensão no prazo de três horas. Criado pelo deputado federal André Janones (Rede-SP), o canal de mensagens contava com aproximadamente 3,3 milhões de seguidores na plataforma.
De acordo com a representação protocolada pela campanha de Flávio Bolsonaro, a estrutura digital era utilizada para promover desinformação coordenada. O documento apontava que o espaço orientava os participantes a agirem de forma automatizada para replicar conteúdos cujas falsidades já haviam sido apontadas pela Justiça Eleitoral.
Ao fundamentar a decisão, o magistrado ressaltou que ordens anteriores de remoção pontual de mensagens mostraram-se insuficientes diante do cenário apresentado. O presidente do TSE pontuou que a liberdade de expressão não pode ser utilizada como garantia para a prática de ilícitos eleitorais.
Nunes Marques também enfatizou que a paridade de armas entre os concorrentes ao pleito fica comprometida quando ferramentas de comunicação em massa são convertidas em instrumentos de desinformação às vésperas da votação.






