O Tribunal Superior Eleitoral determinou neste sábado que o deputado Alfredo Gaspar, candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, apagasse em até vinte e quatro horas um vídeo publicado no Instagram. A gravação acusava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de receber valores expressivos em propina.
A medida foi adotada após a campanha de Lula acionar a Justiça Eleitoral. O ministro Marco Aurélio Bellizze ordenou a exclusão do material sob pena de multa diária e apontou que o conteúdo carecia de provas e extrapolava os limites da crítica política legítima.
Conforme a decisão, a publicação comunicava ao eleitorado a prática de crimes como fatos comprovados, em vez de se limitar a questionar a atuação pública. A determinação judicial foi cumprida e o vídeo acabou removido da rede social.
A Meta, empresa responsável pelo Instagram, também recebeu notificação para retirar a postagem e preservar os dados relativos ao alcance da publicação. A investigação envolveu repercussões sobre um relato atribuído a Daniel Vorcaro e veiculado pela imprensa.
O vídeo questionado utilizava trechos de reportagem para associar o atual mandatário a acordos envolvendo fundos de pensão federais. A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República, contudo, negaram a existência do depoimento citado e afirmaram que não houve entrega de documentos com o teor descrito.






