A Polícia Federal indiciou a deputada suplente sem exercício Gorete Pereira e mais 28 pessoas por suspeita de retiradas indevidas de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social. As informações foram obtidas por meio de um relatório divulgado pela imprensa, apontando a parlamentar sob suspeita dos crimes de organização criminosa, estelionato previdenciário qualificado e lavagem de dinheiro.
O levantamento aponta que os supostos desvios teriam beneficiado familiares e prepostos da política em pelo menos R$ 11 milhões. A investigação indica que Gorete teria atuado como articuladora política da fraude, utilizando sua influência no órgão federal para garantir e proteger Acordos de Cooperação Técnica junto a associações consideradas fraudulentas.
Procurado pela reportagem, o advogado de defesa da parlamentar, Waldir Xavier, afirmou que Gorete Pereira não foi oficialmente intimada do indiciamento. Por essa razão, a defesa informou que ela não irá se posicionar de imediato sobre o conteúdo das acusações apontadas no inquérito policial em curso.
A defesa ressaltou que aguarda os atos processuais com serenidade e tranquilidade, reiterando que não enxerga conduta ilícita na atuação da parlamentar. Segundo o representante legal, como ainda não houve notificação oficial, a equipe jurídica não tem condições de aferir com precisão qual seria o conjunto delitivo atribuído a ela.
Nascida em Juazeiro do Norte, Maria Gorete Pereira tem 74 anos, é fisioterapeuta e iniciou sua trajetória política como vereadora de Fortaleza no final da década de 1980. Ao longo dos anos, acumulou passagens por diferentes legendas partidárias e exerceu mandatos como deputada estadual e deputada federal pelo Ceará.
Nas eleições recentes, Gorete filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados, obtendo votos que a deixaram na suplência do partido. Durante o período eleitoral, sua campanha foi marcada pelo uso de tornozeleira eletrônica, medida determinada pela Justiça após a negação de um pedido de prisão preventiva no Supremo Tribunal Federal.






