A Polícia Civil de Goiás efetuou a prisão de um casal suspeito de envolvimento em crimes de maus-tratos e omissão de cuidados contra crianças. A ação policial ocorreu em um distrito da região e contou com o apoio de órgãos de proteção à infância para averiguar denúncias de vulnerabilidade e negligência extrema no ambiente familiar.
De acordo com as autoridades responsáveis pelo caso, uma assistente social havia tentado realizar uma visita domiciliar anteriormente, mas a entrada na residência foi impedida pelo pai. A situação veio à tona após o atendimento prestado em uma unidade de saúde, cujos profissionais acionaram as autoridades policiais ao constatarem as condições degradantes em que os menores viviam.
Durante a diligência no imóvel, os agentes constataram que uma das crianças apresentava uma lesão no couro cabeludo infestada por larvas. Informações levantadas na investigação indicam que o ferimento persistia há mais de um mês, e a mãe relatou que o primeiro atendimento médico para essa condição específica ocorreu apenas na véspera da prisão.
No mesmo local, as equipes encontraram um bebê de onze meses que apresentava marcas roxas pelo corpo. A origem dessas lesões deverá ser esclarecida por meio de avaliações técnicas e do prosseguimento das apurações conduzidas pela corporação policial.
Os levantamentos iniciais também revelaram um histórico de acompanhamento pelo Conselho Tutelar na unidade familiar. Entre as irregularidades apontadas anteriormente estavam a falta de atualização no cartão de vacinação e a frequência escolar considerada irregular dos menores.
No momento da abordagem na residência, outras crianças também se encontravam no local, cujos vínculos de parentesco ainda precisam ser oficialmente esclarecidos. Diante do cenário constatado e dos indícios de omissão grave, os pais receberam voz de prisão e foram conduzidos à delegacia para a formalização dos procedimentos legais.






