O segundo turno das eleições no Ceará mobiliza lideranças políticas locais na articulação de estratégias para as campanhas presidenciais de Lula e de Flávio Bolsonaro. Parlamentares eleitos, candidatos que não conquistaram vagas e gestores públicos buscam ampliar a votação e conquistar novos eleitores no estado. A movimentação ocorre após o encerramento do primeiro turno, que garantiu vitórias expressivas para diferentes grupos políticos na região.

A campanha pela reeleição de Lula no Ceará tem como meta superar a marca de 70% dos votos válidos e reduzir os índices de abstenção. O governador Elmano de Freitas e o senador Camilo Santana lideram a articulação pró-Lula, com foco em parcerias territoriais e no comparativo de entregas administrativas. Por outro lado, aliados de Flávio Bolsonaro buscam atrair eleitores que votaram em Ciro Gomes e mobilizar bases conservadoras.

O grupo político alinhado a Flávio Bolsonaro conta com a atuação de deputados federais e estaduais do PL, além de lideranças municipais. O deputado André Fernandes destacou a manutenção de atos de rua e informou a abertura de comitês conjuntos com a campanha presidencial em Fortaleza. A atuação de figuras conservadoras visa consolidar o apoio na capital e na região metropolitana.

No campo governista, a estratégia envolve a mobilização tradicional nos municípios do interior e na Região Metropolitana de Fortaleza. A base de apoio conta com partidos aliados e parlamentares de diferentes legendas engajados na divulgação das propostas federais. A coordenação estadual busca alcançar eleitores que não compareceram às urnas no primeiro pleito.

Analistas políticos apontam que a disputa no segundo turno exigirá forte presença nas plataformas digitais e em atos públicos presenciais. A cientista política Paula Vieira avalia que ambos os lados possuem capilaridade para dialogar com o eleitorado cearense por meio de redes sociais e mobilizações de rua. A definição de agendas e visitas de campanha ainda é avaliada pelas coordenações nacionais e estaduais.